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"Ser transexual não é uma escolha, é uma realidade", diz 1ª coronel trans do Brasil
Com 60 anos de idade, Maria Antônia passou por uma intensa transformação e uma série de intervenções cirúrgicas nos últimos quatro anos, logo após deixar a Polícia Militar
date_range15/02/2022 às 11:00

foto: Reprodução/Youtube/Canal Maria Antonia

No início de fevereiro, Maria Antônia, uma tenente-coronel aposentada da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), esteve na capital da República para retificar os dados em seus documentos militares. Maria é a primeira coronel transexual da corporação e a única do País a chegar a tal patente. "Ser transexual não é uma escolha, é uma realidade, ninguém quer escolher ser alvo de discriminação",  disse à coluna Na Mira, do portal Metrópoles.

A tenente-coronel está na reserva remunerada desde fevereiro de 2006. A oficial tem 60 anos de idade e mora em um sítio no interior do Rio Grande do Sul. Maria Antônia passou por uma intensa transformação e uma série de intervenções cirúrgicas nos últimos quatro anos, logo após deixar a Polícia Militar. 

"Imagine que, há 30 anos, o máximo que a sociedade ouvia era sobre a existência da Roberta Close. Não havia informação sobre o assunto. No meu caso, ocorreu um processo que foi se solidificando, se reconhecendo e se identificando. Cada pessoa tem o seu tempo", argumenta.

Transição segura

Maria Antônia contou também sobre seu processo chamado de transição segura, logo após fechar seu tempo de serviço na PMDF. "Fiz o melhor que eu pude, da melhor forma possível. Todos os papéis que a vida impôs eu segui. Quando tudo terminou e fui para a reserva, sobrou um tempo para mim", relatou.

Em relação aos filhos, uma das primeiras ações da oficial foi conversar, separadamente com os dois: uma mulher de 27 anos e um homem de 29.

"Eu sempre criei os meus filhos para transmitir conhecimento puro, sem preconceitos, sem vertente ideológica. São alegres, livres, felizes e sem preconceito algum. Quando conversei com eles até me emocionei. As únicas perguntas que fizeram era se eu tinha certeza e se eu estava feliz."

Fonte: O Povo





Sobre
João Boaventura Neto, um jornalista que deixa um importante legado para a comunicação cearense. Passando por diversos veículos de comunicação da região, o Boaventura sempre responsável e atento às informações, tinha consciência do amor pelo jornalismo e a produção no Blog do Boa. Será eterno em nossos corações. Saudades!